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ARTIGOS

Eliane Silvia Costa

Este artigo pretende discutir questões relativas ao racismo tendo como lastro principalmente contribuições da psicologia social. Para tanto, faz menção a dois conceitos. São eles: enquadre e metaenquadre. O primeiro foi teorizado pelo psicólogo social José Bleger e o segundo é uma ampliação desse e foi conceituado por René Kaës, teórico da psicanálise dos laços sociais. O artigo finaliza–se com situações que envolvem processos socioculturais, histórico–educacionais que trazem à baila possibilidades de enfrentar o racismo.

Palavras-chave: Racismo; enquadre;metaenquadre; psicologia; educação.

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Marco Antonio Arantes

Centrado no livro de Sartre, “Colonialismo e Neocolonialismo - Situações V”, e no seu prefácio escrito para o livro Les Dammés de La Terre, de Frantz Fanon, o presente artigo propõe percorrer algumas considerações sartrianas a respeito de Fanon e o colonialismo francês na Argélia, tendo como pano de fundo a complexidade das relações sociais em países colonizados. Como representantes do pensamento anticolonial e críticos das alienações geradas pelo colonialismo, Sartre e Fanon elaboraram críticas radicais sobre as estratégias de violência, subordinação e desumanização que atingiram o colonizado africano, instigados pela reconstrução social com o uso da violência, buscando-se assim um novo homem em sua verdadeira humanidade.

Palavras-chave: Neocolonialismo. Imperialismo. Argélia. Violência.

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Veridiana Silva Machado

Este estudo teórico considera a vivência religiosa no Candomblé análoga à experiência do religare descrita por Carl Gustav Jung como uma conexão aos elementos divinos ou aspectos transcendentes do Self, ressaltando-se a função da expressão religiosa para a alma humana. Expõe-se o contexto da religiosidade africana no Brasil, que se instituiu, principalmente, a partir da religião do Candomblé, e suas peculiaridades religiosas, de forma a estabelecer conexões com a Psicologia Analítica. Ao identificar similitudes entre o segmento religioso e o religare, conclui-se, sobretudo, com a importância de os brasileiros resgatarem a ancestralidade africana, que se faz presente também como uma raiz espiritual.

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Elisabete Figueroa dos Santos
Rosemeire Aparecida Scopinho

As reflexões propostas neste artigo buscaram evidenciar a participação das representações sociais na construção do racismo e discutir o seu papel na produção de alteridades e identidades. Tomamos como referência o contexto social brasileiro, onde o debate étnico-racial foi ampliado nas últimas décadas, mas no qual há ainda um quadro incipiente de formulações analíticas consensuais no campo acadêmico, assim como de proposições inclusivas no campo das políticas públicas que avancem para além das cotas ou reserva de vagas. Diante deste cenário, pontuamos que o referencial da Teoria das Representações Sociais é oportuno para possibilitar o conhecimento dos diferentes universos que transitam pelos mesmos espaços, por vezes de maneira desigual, e disputam a esfera pública. Salienta-se a necessidade de avançar na agenda de ações programáticas coerentes com as realidades e demandas dos diferentessegmentos sociais, por meio de planejamentos a curto, médio e longo prazos para que as representações sociais atravessadas pelo racismo sejam deslocadas, estereótipos sejam superados e novos significados sejam atribuídos às identidades de brancos e negros no Brasil.

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Clélia R. S. Prestes

O tema das relações raciais, vinculado ao do atual desenvolvimento do Brasil, evoca a reflexão sobre o que seria desenvolvimento com igualdade racial. No mote das metas planetárias de maior volume de produção e acúmulo de capital, muitas vezes é priorizado o desenvolvimento econômico, às custas de racismo e sexismo, entre outras desigualdades e violências. Cabe importar a reflexão do caderno de textos (Gomes et al., 2013) oferecido como subsídio para os debates na III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, de novembro de 2013, conferência esta que tem como tema geral “Democracia e desenvolvimento sem racismo: por um Brasil afirmativo”. Desde o caderno de textos até este artigo, fica, portanto, o questionamento: até que ponto o Brasil está mesmo em desenvolvimento, até que ponto está em crescimento? Para tal avaliação, é necessário analisar se houve crescimento econômico acompanhado de semelhante crescimento nas áreas de educação, saúde, cultura, entre outras, além de mudança nas relações sociais e nos valores, implicando em justiça social.

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Clélia R. S. Prestes

The issue of race relations, linked to the current development of Brazil, prompts reflection on how development would be if there were racial equality. Withinthe axiom of global targets of greater production and capital accumulation, priority is often given to economic development, at the cost of racism and sexism, among other inequalities and acts of violence. There is an important reflection in the collection of papers (Gomes et al., 2013) provided to support the discussions at the III National Conference for the Promotion of Racial Equality in November 2013, under the overall theme of “Democracy and development without racism: for an affirmative Brazil”. In both the collection of papers and this article, therefore, the question is: to what extent is Brazil really developing, to what extent is it growing? In order to assess this, it is necessary to analyse whether economic development has been accompanied by similar growth in the fields of education, health, and culture, among others, and also by changes in social relations and values implying social justice.

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José Moura Gonçalves Filho

Este artigo foi publicado na seguinte coletânea: Psicologia e Compromisso Social. BOCK, Ana Mercês Bahia (org.). In: São Paulo: Cortez, 2003, pp. 193-239.

O texto seguinte carrega o limite de uma comunicação oral, agora posta por escrito e um pouco mais desenvolvida. Corresponde ao que dissemos em duas mesas-redondas formadas no I Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão.

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José Moura Gonçalves Filho José Moura Gonçalves Filho José Moura Gonçalves Filho - Instituto de Psicologia – USP

Este artigo opera com resultados de uma pesquisa de psicologia social desenvolvida em regime participante e envolvendo mulheres que na Vila Joanisa– SP assumiram comunitariamente o trabalho de Centros de Juventude.

Dedicamo-nos aqui ao exame de um problema político e psicológico, a humilhação social, uma modalidade de angústia disparada pelo impacto traumático da desigualdade de classes: para assim caracterizá-lo, recorremos à investigação marxista e à psicanálise.

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José Moura Gonçalves Filho - revista Novolhar – www.novolhar.com.br – Ano 6, no 21, Maio/Junho de 2008

Nos países de passado colonial e escravista não é difícil adivinhar quem são os alvos preferidos da frase aviltante: os negros. A frase é assiduamente disparada contra a voz e a ação do negro: ponha-se no seu lugar! A posição inferior, embora engenhada e fabricada pela dominação, vai ser atribuída à natureza. Gente historicamente rebaixada ouvirá que seu rebaixamento liga-se à raça e que deverá assumir o lugar serviçal como seu lugar natural.

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Lia Vainer Schucman
Universidade de São Paulo, São Paulo/SP, Brasil

Este artigo tem como objetivo fazer uma contribuição para o campo de estudo que relaciona as categorias raça, racismo e psicologia, e faz parte dos estudos interdisciplinares nacionais e internacionais sobre branquitude. Para tanto, faço uma análise de como sujeitos brancos se apropriam da categoria raça e do racismo na constituição de suas subjetividades. Para essa compreensão foram feitas entrevistas com brancos paulistanos de diferentes classes sociais, gênero e gerações com o intuito de compreender quais os significados que estes sujeitos atribuíam a “ser branco”. Os resultados obtidos nesta pesquisa apontaram que o racismo e a ideia falaciosa de raça, construída no século XIX, ainda fazem eco nos modos de subjetivação de indivíduos brancos. A partir das análises das entrevistas foi possível perceber que estes sujeitos acreditam que “ser branco” determina características morais, intelectuais e estéticas dos indivíduos.

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Isildinha Baptista Nogueira

Falar sobre o corpo da mulher negra, implica a priori, pensarmos o corpo enquanto signo, como um ente que reproduz uma estrutura social de forma a dar-lhe um sentido particular, que certamente irá variar de acordo com os mais diferentes sistemas sociais.

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